Gemini 4 Argon vai primeiro para defensores de segurança, a US$ 2 por milhão
No dia 30 de setembro, o Google anunciou o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de fronteira. Ele ainda não está aberto para todos. O Argon chega primeiro a um grupo de defensores de segurança de confiança pelo Fairwind Program, e o Google diz que participa do processo voluntário do governo americano para testar modelos antes do lançamento.
O preço já está definido. O Argon vai sair com preço promocional de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com a entrada em cache 95% mais barata que a entrada normal.
Por que os defensores recebem primeiro
O Google diz que treinou o Argon para encontrar, confirmar e corrigir sozinho falhas graves de software. Para defensores de confiança e para as equipes internas do Google, o Argon sai sem as travas de cibersegurança, para que usem toda a capacidade. O Google cita a Wiz, uma empresa de segurança em nuvem, que segundo ele usou o Argon para achar uma falha crítica que expunha dados pessoais sensíveis num software de saúde usado por hospitais. No CWE-bench v1, um teste de correção de falhas de segurança, o Google diz que o Argon empata em primeiro lugar com 68%.
Para os demais usuários, o modelo foi feito para recusar pedidos que possam ajudar ataques cibernéticos ou com armas. O Google também diz que vai monitorar o raciocínio e as ações do Argon e interromper a execução quando o modelo passar do que o usuário pretendia.
O que mais o Google afirma
O Google informa 77,9% no DeepSWE v1.1, um teste de tarefas longas de engenharia de software, e 51,3% no AutomationBench, da Zapier, em que diz que o Argon fica em primeiro. O limite de saída sobe para 1 milhão de tokens, contra 64 mil antes, o que permite ao modelo escrever respostas muito longas ou trabalhar em problemas longos de uma vez. Dentro do Google, a empresa diz que agentes do Argon liberaram mais de 300 TiB de memória nos data centers e estão convertendo grandes bases de código em C e C++ para Rust, com muita revisão antes de qualquer coisa ir para produção.
Quando o resto de nós recebe
O Google diz que o acesso amplo vai começar por clientes pagos da API e assinantes do Google AI Ultra, depois de mais retorno dos primeiros testadores. O post não dá data e não diz quanto o preço passa a ser depois do período promocional.
O que fazer agora
Se você usa a API do Gemini, ainda não há o que trocar. Aproveite para calcular quanto o seu uso atual custaria a US$ 2 e US$ 10 por milhão de tokens, com a entrada em cache a 95% de desconto, e compare com a sua conta de hoje. Se você trabalha com segurança, veja se a sua organização pode entrar no Fairwind Program.
O que a gente pensa
Liberar um modelo de fronteira para quem defende antes que quem ataca consiga comprar é uma ordem sensata. O preço anunciado é o outro ponto: a US$ 2 e US$ 10, ele fica bem abaixo dos US$ 10 e US$ 50 que a OpenAI cobra pelo GPT-6 Astra. Se esse preço promocional se mantiver quando o Argon estiver disponível para todos, ele vai pressionar o que os outros laboratórios cobram.
Fontes