Meta lança o Muse Code, agente de código que grava cada passo
No dia 5 de agosto, o blog de desenvolvedores da Meta anunciou duas coisas de uma vez: o Muse Spark 1.2, um modelo ajustado para programação, e um beta inicial do Muse Code, um agente de código que roda no terminal. Agente de código é um programa que lê o seu projeto, edita arquivos e roda comandos por você, passo a passo, em vez de só responder num chat.
A Meta chama o novo modelo de uma melhora moderada em relação ao Muse Spark 1.1. A parte menos comum está no agente feito em volta dele.
Um agente que dá para rever
Cada subagente que o Muse Code cria, cada chamada de ferramenta e cada vez que você corrige ou cancela o trabalho vão para um registro de eventos que pode ser consultado e reproduzido. Quando uma tarefa grande se divide em várias, o Muse Code entrega cada parte a um subagente, e cada um trabalha na sua própria git worktree (uma cópia separada do código no disco). Assim, dois agentes nunca mexem no mesmo arquivo ao mesmo tempo.
A Meta diz que treinou o modelo junto com o Muse Code e também com outras ferramentas de agente, então ele deve funcionar nos agentes de código que as pessoas já usam. A janela de contexto é de 1 milhão de tokens, o que, segundo a Meta, cabe milhares de arquivos de um projeto numa sessão só. O modelo está disponível no Muse Code, pela Meta Model API e no OpenRouter.
Dois planos, e quanto custa cada um
Há duas formas de usar, escolhidas pelo identificador do modelo. O plano padrão custa US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,15 por milhão de tokens de entrada em cache e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída. O plano de contribuidor é bem mais barato na tabela da Meta, com US$ 0,10 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,20 por milhão de saída, mas tem um limite de tokens numa janela móvel de cinco horas, só existe em alguns países, e a Meta diz que esses prompts podem ser usados para melhorar os produtos dela.
O Muse Spark é um modelo de raciocínio, então o que ele pensa antes de responder é cobrado como saída. Um ajuste chamado effort aumenta ou diminui esse raciocínio. A Meta também diz que começou a aceitar pedidos de retenção zero de dados, ou seja, sem guardar seus prompts depois do processamento, pela equipe de vendas.
O que fazer antes de testar
Se você quer usar com código da sua empresa ou de um cliente, comece pelo plano padrão, em que a Meta não diz que seus prompts vão para os produtos dela. Deixe o plano de contribuidor para projetos pessoais ou de código aberto. A instalação é um comando no terminal, que está no post da Meta.
O que a gente pensa
O registro de eventos é o que a gente olharia primeiro. Quando um agente mexe em quarenta arquivos, poder voltar e ver qual subagente mudou o quê, e quando, vale mais do que alguns pontos num benchmark. A divisão de preço deixa a troca clara: preço menor em troca dos seus prompts. Vale decidir isso de propósito, e não por padrão.
Fontes